Arquivos para December de 2003

13 de December de 2003

Projeto REPEA – Rede Paulista de Educação Ambiental

Por Patrícia Otero
Durante a ECO-92, teve início um processo de articulação entre pessoas e instituições atuantes na área ambiental, que deu início à Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA. Desde então, uma série de Encontros e Fóruns foram organizados com o intuito de democratizar conceitos, trocar experiências, aprofundar a discussão de assuntos relativos ao tema e ampliar a participação e articulação da Rede. Deste processo, nasceram várias propostas de organização de redes locais, como é o caso da Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA.
O tecer da REPEA acontece com a participação de todos, garantindo autonomia de ação e sintonia de trabalho, baseado nos princípios do “Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global”, escrito por centenas de mãos na ECO-92 e a Carta da Terra.
Desde o início de 1999 a REPEA vem vivendo um processo de rearticulação. No I Encontro Estadual de Educação Ambiental, em Santo André foi apresentado, debatido e aprovado em plenária um Plano de Ação da REPEA, que passou a ser orientador das ações da Rede.
Em dezembro de 2002 teve início o Projeto “Fortalecendo a REPEA”, aprovado em edital do Fundo Nacional do Meio Ambiente, proposto pelo 5 Elementos – Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental em parceria com a APASC – Associação para Proteção Ambiental de São Carlos, do Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, do Instituto Ecoar para a cidadania, da Secretaria Municipal de Educação de Rio Claro e do Centro de Educação Ambiental – SENAC/SP.
A estratégia utilizada pela REPEA para catalizar o processo de ampliação da rede foi a organização do II Encontro Estadual de Educação Ambiental & I Encontro Paulista de CEA.
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12 de December de 2003

PROPOSTA LInC

O LinC – Laboratório de Inteligência Coletiva – é uma iniciativa de um grupo transdisciplinar de profissionais interessados em promover, em primeiro lugar, a troca de idéias e informações sobre coletivos inteligentes.

Objetivos do projeto LInC:

A equipe do LInC estará pesquisando e desenvolvendo metodologias que permitam às pessoas uma melhor compreensão da ação coletiva. Isso implica poder não apenas disponibilizar ferramentas e métodos de cartografia dos coletivos, mas também algumas estratégias de intervenção na própria dinâmica de um grupo ou comunidade, incrementando com isso a sinergia entre as pessoas. Dessa forma, projetos ligados ao meio ambiente, educação, saúde, direitos humanos etc. que necessitam do engajamento de comunidades locais para seu sucesso, estarão sendo discutidos e trabalhados em nosso laboratório. Nosso foco é sobretudo a construção do laço social, a maneira como idéias, comportamentos e práticas poderiam melhor se difundir entre as pessoas em benefício delas próprias e de sua coletividade.
Com uma rede parceiros estamos propondo uma nova abordagem na interpretação das relações sociais. Nosso objetivo é a construção de um conjunto central de conceitos que torne possível definir o campo de investigação da inteligência e das ações coletivas.
Por que nossa proposta seria diferente de outras abordagens científicas e no que ela contribuiria exatamente para o avanço das ciências humanas? Os analistas sociais já não incluem em suas pesquisas o mapeamento de conceitos, idéias e símbolos que percorrem o campo social? Responder a essas questões faz parte de nosso projeto como um todo, pois elas devem marcar nossa diferença em relação aos métodos mais conhecidos de análise estrutural das redes sociais. Lembremos que, segundo Barry Wellman, por exemplo, os símbolos, significados e valores são derivativos e residuais dentro do tipo de análise estrutural que ele e outros de sua escola fazem. A análise estrutural das redes sociais privilegia as relações sociais concretas entre atores sociais específicos. Já a abordagem da inteligência coletiva deve privilegiar, além disso, as relações semânticas (capital cultural) e as relações das redes de comunicação (capital tecnológico).
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5 de December de 2003

Projeto Cordel – Rede de Idéias

Por Aléxia Brasil

Objeto

A literatura de cordel é reconhecida por folhetos impressos cujo conteúdo é escrito em versos e abrange temas os mais variados. Mas o cordel não se encerra apenas em folheto, pois se estende às performances coletivas de leitura e cantoria. A impressão de folhetos tem aproximados cem anos de história. Durante esse período, sua produção/distribuição foi marcada por diferentes formas de organização. Poetas tornaram-se editores, editoras se espalharam pelas regiões, casas de folhetos mudaram de proprietários numa dinâmica de vendas e heranças. As editoras, não raro, ocupam cidades que atraem fluxos de pessoas (como Juazeiro do Norte ou Recife), o que contribui na distribuição dos folhetos. Os chamados agentes também cuidam da distribuição levando o folheto para outras cidades.
Nossa abordagem central é: na distribuição do folheto se espalham idéias. Como a reedição dos folhetos reflete as escolhas de cada comunidade, é possível perceber as idéias que se repetem, que se espalham por determinadas regiões, bem como aquelas que não retornam mais ou só reaparecem depois de um certo tempo. Observando os conjuntos de folhetos que cobrem parte de cada período, é possível falar numa rede de idéias e mecanismos de memória coletiva, tomando como objeto o cordel, com suas dimensões social e sígnica.
Nosso objetivo principal é fazer o mapa dinâmico dessa rede de idéias para compreender as estratégias que sustentaram o capital cultural de uma região.
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